O que o Juros Bancário tem a ver com Marketing e 4 dicas para parar de perder dinheiro com bancos


Publicado dia 09 out 2018


Você deve estar se perguntando o que juros bancários têm a ver com Marketing, e eu te digo: TUDO. Eu explico:

Estamos presenciando a maior concentração de renda que se tem notícias no mundo. Praticamente toda a riqueza gerada no Brasil está indo para mãos do governo (impostos) e bancos (taxas e juros). O que sobra disso é o que o brasileiro tem para tentar sobreviver. E isso impacta diretamente na economia como um todo. É menos dinheiro circulando, mais pessoas endividadas, menos consumo e consequentemente maior dificuldade para pequenos negócios.

Recentemente me deparei com uma matéria falando sobre a taxa SELIC e juros bancários. Essa matéria mostrava que mesmo com a queda da taxa básica de juros, muito pouco (ou nada) foi refletido nos juros exorbitantes cobrado pelos bancos. Não faz sentido. Já não fazia com a SELIC a dois dígitos, menos ainda agora. Os juros chegam aos absurdos 333% ao ano se você utilizar o crédito rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial. Para emprestar esse dinheiro, o banco paga para o correntista 7% ao ano (sendo otimista). Ou seja, um spread que pode ser comparado a agiotagem. Isso sem contar as taxas, até para respirar.

MONTADORAS ou FINANCEIRAS

O negócio financiamento é tão vantajoso, que montadoras de carros criaram suas próprias financeiras. O negócio não é mais baseado na venda do produto, mas sim no financiamento. Não vale a pena vender carro à vista, e por isso os preços não caem, mesmo com uma menor demanda. Pois sempre tem alguém disposto a financiar, pagar 3 carros e levar um. Se o preço do carro cai, o valor financiado cai, mais pessoas comprariam, porém, a vista. Péssimo negócio.

Obs.: Qualquer semelhança com modelos de crediário das grandes varejistas não são coincidência.

O QUE ISSO TEM A VER COM MEU NEGÓCIO

Com a renda das pessoas comprometida com impostos e juros, sobra muito pouco do “Share of Wallet” para você conquistar. Ou seja, a parcela da carteira do consumidor que poderia estar sendo gasta com você, provavelmente já está comprometida. Isso sem falar que para empreender sem capital próprio, a probabilidade do seu negócio já nascer financeiramente inviável é enorme se você depender de empréstimos bancários.

Vamos fazer uma reflexão: Imagine uma pessoa que entrou em R$ 1.000,00 no cheque especial. Ela pagará em torno de R$ 150,00 ao mês somente de juros. Para facilitar, vamos considerar que ela fique um ano inteiro cobrindo somente o valor de juros. Em um ano, ela terá deixado para o banco R$ 1.800,00. Uma observação: se você investir os mesmos R$ 1.000,00, terá uma rentabilidade de menos de R$ 100,00 em um ano. Justo, só que não. Voltando ao nosso exemplo do cheque especial, quantos restaurantes ela deixou de frequentar? Quantas camisetas ela deixou de comprar? Quantas vezes ela deixou de ir a um salão de beleza? Quantos presentes ela deixou de dar? Multiplique isso por 100 mil pessoas. São R$ 180.000.000,00 por ano. Quantos negócios poderiam ser salvos? Quantos empregos poderiam ser gerados?

Pense o quanto as pessoas poderiam consumir se os juros caíssem pela metade. Seriam R$ 90.000.000,00 a mais circulando na economia (fazendo uma conta simplificada).

E O MARKETING?

Nesse cenário, o marketing precisa ser ainda mais eficiente, e sua proposta de valor precisa ser ainda mais diferenciada, pois os recursos das pessoas são cada vez mais escassos e a concorrência vai muito além de negócios do mesmo segmento que o seu, afinal, se os pais decidirem matricular seus filhos em uma escola melhor, provavelmente não sobrará dinheiro para restaurantes ou a pizza do fim de semana.

MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO…

O objetivo aqui não é causar pânico, mas trazer uma solução. É fato que esse cenário tem a ver com a baixa concorrência no setor bancário e a desconfiança das pessoas em buscar alternativas, mas acredite, elas existem. Juntos, podemos acabar com essa hegemonia! Confira algumas dicas:

1.      Pacote essencial de Conta-Corrente

Se você tem uma conta corrente no banco, saiba que você não é obrigado a pagar uma tarifa mensal. O Banco Central (BACEN), estipulou uma norma onde os bancos são obrigados a oferecer um pacote de serviços mínimo SEM cobrança de tarifa. Eu tenho uma conta corrente isenta de tarifa desde então. É uma grande economia, principalmente para quem utiliza contas digitais.

2.      Evite empréstimos bancários.

Parece óbvio, mas não é. Hoje existem diversas startups que unem pessoas que querem investir a pessoas que precisam de crédito. A vantagem é para os dois lados, quem investe tem um retorno maior, quem toma crédito paga juros menor. Empresas como Geru e Just já fazem isso. Se você está devendo no cartão ou cheque especial, vale muito a pena conferir se você consegue substituir essa dívida.

3.      NUNCA invista em bancos de varejo.

Hoje em dia temos corretoras independentes que oferecem muito mais opções de investimento, cobrando menos taxas e consequentemente oferecendo melhores rentabilidades. Além disso, empresas como Nubank já possuem a possibilidade de abrir uma conta, com liquidez imediata e que rende muito mais do que deixar seu dinheiro na poupança ou em algum CDB tosco do seu banco.

4.      Compartilhe com o maior número de pessoas essas informações

A única maneira de conseguirmos fazer com que esses juros caiam e sobre mais dinheiro em nossas carteiras, é fazer com que cada vez mais pessoas FUJAM dos bancos. A baixa da demanda vai fazer com que eles precisem rever. Pode parecer utópico, e talvez seja. Mas se não começarmos por algum lugar, nunca mudaremos o cenário.

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